terça-feira, 29 de outubro de 2013

Filho de fazendeiro apontado como mandante de crime depõe esta tarde

 O advogado Leandro Ubirajara, filho mais velho de José Maria Pedro Rosendo Barbosa, o Zé Maria de Mané Pedo presta depoimento na Delegacia de Águas Belas. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press/Arquivo
depoimento na tarde desta terça-feira, na Delegacia de Águas Belas, o advogado Leandro Ubirajara. Ele é filho mais velho de José Maria Pedro Rosendo Barbosa, o Zé Maria de Mané Pedo, fazendeiro apontado pela polícia como o suposto mandante do assassinato do promotor de Justiça, Thiago Faria Soares.

A ouvida estava marcada para ontem, mas foi adiada para esta tarde, quando a defesa também deve dar entrada na Justiça com um o pedido de revogação de prisão do agricultor Edmacy Cruz Ubirajara.
Edmacy é cunhado de José Maria é apontado como o suspeito de ter afetuado os dispros que mataram o promotor e está preso no Cotel, em Abre e Lima.
Mais informações no blog Segurança Pública, do jornalista Wagner Oliveira
Crime - Thiago Faria, de 36 anos, foi assassinado na manhã do dia 14 de outubro, dentro de seu carro com tiros de espingarda 12. No veículo, também estava a noiva dele e filha do prefeito de Itaíba - comarca onde o promotor atuava - Mysheva Freire Martins e o tio dela, Adautivo Martins, que escaparam ilesos do atentado.
O crime aconteceu na PE-300, na altura do KM-15, onde dois homens ocupando um Corsa trancaram o veículo do promotor, um Hyundai IX35, e fizeram os primeiros disparos. Em seguida, voltaram e executarm Thiago, atingido com quatro tiros, provavelmente de calibre 12, no rosto e no pescoço.
Thiago Faria assumiu o cargo em Itaíba em dezembro do ano passado, em meio ao cenário de embate pela terra que se arrastava havia sete anos, iniciada após a morte de Maria das Dores Ubirajara. Depois da aquisição das terras por Mysheva, José Maria Pedro Rosendo, um dos ocupantes da área, chegou a questionar a validade do leilão na Justiça, mas perdeu a causa.

Em junho, José Maria foi obrigado a deixar o lugar por força de uma imissão de posse em favor da advogada na qual o promotor teria atuado nos bastidores.  De acordo com as investigações, ele também teria pedido ajuda do tio da noiva, Claudiano Martins, para negociar a saída de José Maria das terras. As mesmas fontes da Polícia afirmaram que o promotor assassinado também teria denunciado José Maria por crime ambiental na fazenda, onde fica parte de uma reserva ambiental.

Em meio às últimas atividades do promotor, que estava em período probatório, a corregedoria fez uma inspeção na comarca quando descobriu que havia um grande número de processos nos quais Thiago Faria alegava suspeição pelo fato de envolverem interesses de parentes da noiva. Por esse motivo, o promotor seria removido para Jupi, por determinação do MPPE.

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